Carrossel tresloucado
Nova
manhã, novo dia...
Um
a mais a passar
Como
todos os dias passam.
E
nesse passar incessante,
O
ontem agora é o hoje,
Hoje
será o amanhã
E
o amanhã deixará de ser o
Que
é para ser o hoje que se foi...
E
assim o tempo vai
Girando
feito um carrossel maluco,
Nesse
passar confuso e alucinado
Onde
o presente é mais instável
Que
um acrobata no arame,
Por
se esvoaçar em trilionésimos
De
segundos...
O
presente absorve o futuro
E,
por se desfazer tão rapidamente,
Vai
assim remontando indefinidamente o passado.
Enquanto
presente e futuro, efêmeros
Por natureza e singularidade,
O passado
goza da estabilidade,
Recriando-se
pelo jogo entre presente e futuro
- esses operários
de infinitas ruínas.
O
presente é a primeira e a última fronteira
Entre
futuro e passado...