quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Reflexão sobre o tempo II

Que o tempo é matéria, isso é ponto pacífico, senão não seria mensurável. Entender, todavia, as entidades em que se divide é como embarcar num carrossel maluco...



                                  Carrossel tresloucado


               Nova manhã, novo dia...
              Um a mais a passar
              Como todos os dias passam.
              E nesse passar incessante,
              O ontem agora é o hoje,
              Hoje será o amanhã
              E o amanhã deixará de ser o
             Que é para ser o hoje que se foi...

             E assim o tempo vai
             Girando feito um carrossel maluco,
             Nesse passar confuso e alucinado
            Onde o presente é mais instável
            Que um acrobata no arame,
            Por se esvoaçar em trilionésimos
            De segundos...
           O presente absorve o futuro
           E, por se desfazer tão rapidamente,
          Vai assim remontando indefinidamente o passado.

           Enquanto presente e futuro, efêmeros
           Por natureza e singularidade,
          O passado goza da estabilidade,
          Recriando-se pelo jogo entre presente e futuro
          - esses operários de infinitas ruínas.

          O presente é a primeira e a última fronteira
          Entre futuro e passado...  

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