quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Minha primeira postagem

Criei este com a finalidade de divulgar meus textos. São histórias de ficção e alguns poemas que escrevi e venho escrevendo com alguma frequência. Não tenho pretensões literárias, mas eles tiverem algum vestígio que se possa classificá-los como "literário", cabe a você, meu provável leitor, dar sua opinião a respeito deles. Quem sabe não terei mais leitores que o narrador de Memórias Póstumas de Brás Cubas?

Começo com estes dois poemas abaixo:

 Flor de Lotus

Vai-se a prostituta que vadiava nua
Pelas ruas pelos becos escusos
Da cidade escura.

Vai-se aquela que se vendia
Nos cabarés, bordéis, hotéis e motéis
De qualquer categoria.

Vai-se a mulher que se ardia
Em luxúria com homens
De quem os nomes não sabia.

Vai-se a dama que em noites de orgia
Saciava a fome de homens sem nome
Que a consumiam.

Hoje, do lodo imundo
E da lama podre que a cobria
Nasce a mais bela flor do mundo.

Incomparavelmente bela,
Milagre de uma vida
De muita dor e miséria.

Como num teatro onde
O palco está em foco
Uma nova vida explode
Na beleza de uma flor de lótus.


Suicídio



A explosão de um grito risca

Com fugacidade e brilho

A escura angústia de uma noite

De opacas estrelas em lúgubre

Silêncio enquanto a solidão

De um corpo em queda livre

Abraça a fria intimidade

Da terra num mudo splash

De massa sofrida que se

Deforma e se transforma

Com a violência física

De um impacto surdo.

Na solidão da terra dura

Exangue o corpo dorme,

Quedo, para sempre imóvel

À espera que alguém lhe dê

Por última morada a sepultura.


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