Vinho: tinto fino suave (doce) ou (suave) seco?
Não sou expert (perito) em matéria de vinhos. Admiro, no entanto, quem domina o assunto.
Adoro degustar um bom vinho, sentindo seu o aroma, ou como preferem os enólogos, seu bouquet. São uma delícia o Cabernet Sauvignon e o Merlot. Prefiro os tintos suaves doces (ainda que nem tanto, por causa do tipo de uva) aos suaves secos. Se alguém, entretanto, tem sua predileção pelos últimos e não usa disso para menoscabar os que preferem àqueles, acho isso saudável.
Outro dia assisti na tv a uma senhora, com as ares de refinada, ensinando etiqueta à mesa. Em dado momento, quando ela começou a discorrer sobre como servir o vinho aos convidados, além de servi-lo em taças apropriadas, a senhora alfinetou quem serve vinho tinto suave doce, por que, de acordo com suas palavras, isso não é chique; é cafonice.
Não gostei, porque não vejo nada de cafonice nisso. Acho apenas uma questão de gosto e de gostar. Tomo vinho pelo prazer que sinto e pelos benefícios que ele pode trazer para a minha saúde. Não tomo essa bebida para exibicionismo social.
Como pode alguém que se diz amante de vinho seco e tomá-lo tentando livrar-se de seu sabor, comendo pedacinhos de pão dormido, ou sorvendo golos de água da taça posta ao lado? Em minha opinião, quem assim procede, tomo-o, não pelo prazer da bebida em si, mas para mostrar refinamento.
Como disse anteriormente, não sou perito em vinhos. Todavia, aprendi uma coisa muito importante quanto a eles: tomá-los sempre bem gelados, sem jamais adicionar água ou gelo. A água, além de prejudicar o sabor, deixa o indivíduo naquele estado, ao qual o vulgo dá o nome de “aguado”. Adicionar água ou gelo ao vinho é como adicionar açúcar ao chimarrão. Faça isso com a cuia de um gaúcho!...
O vinho com água é a via direta para uma terrível ressaca.
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